“Me deixa voar, me deixa rir, deixa a emoção me descabelar e me arrancar do status quo. Sou do mundo, sou itinerante, minhas raízes fincam no amor e o amor está em tudo. Sou tão simples, tão complexa, que preciso encontrar cada pedacinho de mim mesma em cada canto desse universo, por isso, estou sempre em movimento. Busco novos horizontes, inversos, transversos e do jeito que o vento me levar.” (Juliana Góes)
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25 de julho de 2012
O amor não acaba
O amor não acaba, nós é que mudamos...
Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de
alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem
do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor
realmente acaba?
O que acaba, são algumas de nossas expectativas e desejos, que são
substituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na
sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de
necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser
amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência
não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas
experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os
remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas
para aqueles que se mantém os mesmos.
Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre,
também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de
pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a
experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada
sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade
numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O
outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo
evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa
evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção.
Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de
cada um foi tão parecida que não gerou conflito.
O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O
tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a
gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento
que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados
de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é
aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for
bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não
funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.
(Martha Medeiros)
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