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13 de fevereiro de 2011

Invencível

“Invencível”


Fora da noite que me cobre,


Negra como a fenda do pólo ao pólo, 


Eu agradeço a quem sejam os Deuses


Pela minha alma inconquistável. 





Caído nas engrenagens das circunstâncias 


Eu não estremeci e nem chorei em voz alta. 


Sobre a concussão da chance


Minha cabeça está sangrenta, porém não abatida. 





Além deste lugar de ira e lágrimas


Agiganta-se o horror da sombra,


E ainda a ameaça dos anos


Encontra e deverá me encontrar destemido.





Não interessa o quão estreito o portão, 


Quão carregada de punição a lista, 


Eu sou o mestre do meu destino: 


Eu sou o capitão de minha alma. 


(William Ernest Henley)








TEXTO ORIGINAL


“Invictus” by William Ernest Henley (1885) 


Out of the night that covers me,                            
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.


In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed. 


Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.


It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.