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29 de janeiro de 2012

Crônicas de Lili




Sabe, acho que estou sozinha nesse planeta, me sinto uma alienígena. Afinal, tenho valores e condutas que as pessoas atualmente riem da minha cara, dizem que isso não existe mais, que estou "out"!


Possuo valores antigos e dignos, sigo minha índole e tinha fé e esperança nos seres humanos, mas, hoje me sinto sozinha em meio à multidão, ando cansada, na verdade exausta de conhecer pessoas egoístas, sem valores, pobres de espíritos, materialistas, fúteis e que se acham "os melhores, os seres mais importantes", ouso a dizer que eles acreditam ser, o melhores de todos os tempos.


Talvez, seja por isso que as pessoas hoje em dia, reclamam cada vez mais de solidão, de carência, de depressão, tomam quantidades absurdas de medicamentos tarja preta, e principalmente, reclamam demasiadamente, que os relacionamentos não duram... A questão é, porquê não duram?


As pessoas querem receber carícias, carinho, atenção, mas no ápice do seu egoísmo não dão em troca o que desejam receber. O carinho, a gentileza se prendem ao medo de parecerem fracas, frágeis, vulneráveis... Acabam parecendo um bando de mortos-vivos, seguindo uma multidão sem saberem para onde e nem o porque estão indo em determinada direção, só sabem que estão indo, e seguem hipnotizados.


Enquanto isso, cresce o número de depressivos, suicidas, enfim, de pessoas com distúrbios psicológicos, pessoas que acabam desrespeitando seus corpos, porque acreditam que essa é a "grande" fórmula para se "ter" alguém... Mas na minha opinião, os valores estão errados, devemos SER alguém MELHOR para nós mesmos, porque sendo assim, uma pessoa melhor, teremos a capacidade de atrair alguém com a mesma afinidade, e resultar em VIVER um relacionamento saudável, na mente, na alma, no amor...


Mas, para ser sincera, me sinto única a compartilhar essa idéia, essa ideologia... Honestamente, digo a solidão é triste, mas pior seria se seguisse uma multidão tola, fútil e superficial.


Sigo sozinha, quem sabe não há alguém nesse caminho a minha espera!


(Lílian Neves)