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4 de setembro de 2010

Um cometa que passou...




Noite escura
Sem lua, sem estrelas no céu...
Nela alegria
Jovialidade e espontaneidade

Seu caminhar leve pela rua deserta
Seu vestido vermelho sangue
Farfalhando pela brisa forte

No rosto sorriso,
Tranquilidade, leveza...

Mas...

O caminho dela ele cruzou
Não como uma estrela cadente
Mas como um cometa
Veloz e raro

Como se fosse
Um meteoro em chamas
Marcas deixou
Devastação casou,
Feridas provocou
No ápice da paixão à ela abandonou...


Trouxe à tona todo o desejo que numa menina se escondia
E em uma mulher se revelava
Fez com que ela descobrisse o que era ser desejada
Acariciada, se sentiu bela, descobriu a formosura de ser mulher
Com seu toque enlouquecia
Com cobiça à sua pele ele percorria
Mãos hábeis e precisas
Seu perfume - o cheiro da pele
Inebriava, entorpecia


Não havia forças para a negação
Lascivos beijos de desejo, de amor
Entrega absoluta e total
Olhares profundos, admiráveis
Encantada mais e mais ficava

Do dia para noite tudo transformado
Medo em coragem
Insegurança em certeza
Desconfiança em confiança
Desejo em querer mais

Tão rápido quanto à passagem de um cometa
Ele era um meteoro
Ele passou e se foi...
E à ela, ele abandonou!

Ele foi...
Um cometa que passou
E marcas deixou!


 
(Lílian Neves)